CH Straatmann – Efecto Vertigo (Gravações) # 3

Esse post, como não poderia deixar de ser, será dedicado ao percussionista Rudson Daniel, meu parceiro nesse dueto baixo/percussão de “Efecto Vertigo”.

Nos dias 3 e 4 das gravações, nos concentramos nas percussões do disco. Muitos rítmos, algumas variações de fórmula de compasso em uma mesma música, mudanças repentinas de clave. Como comumente chamamos… A velha “pegadinha”. Posso garantir que “pegadinha” é só no nome, porque pra Rudson Daniel, esses detalhes são fichinha. O cara se saiu extraordinariamente bem em todos os temas, alguns desafiadores pra ele, por não estarem tão constantes (quanto ele gostaria) em sua rotina diária musical, mas nem por isso ele foi menos brilhante nessas gravações.

Decidimos travar esse diálogo fazendo algo que chamamos de “o desenrolar da percussão”, onde ela vai desenvolvendo e improvisando no decorrer da música. Não quisemos que houvesse qualquer travação nisso, a idéia era que o percussionista estivesse à vontade para improvisar durante as levadas de congas, bongôs e etc. Normalmente em cações pop, a coisa é um pouco mais presa e direcionada, com padrões rítmicos que se repetem com pouca ou nenhuma improvisação. Não é o nosso caso quando tratamos dessas percussões. Era desenrolar e improvisar… Obrigado Rudson, vc é foda!

Bom… Sem muitas delongas.

Com vocês, RUDSON DANIEL!

CH Straatmann – Efecto Vertigo (Gravações) #2

Chegamos ao segundo dia de gravação.  Começamos o dia gravando o contrabaixo acústico da música “Efecto Vertigo”, que dá título ao disco e que foi a primeira música composta pensando nesse projeto. Uma salsa com uma série de elementos que incorporamos. A música parte de uma melodia simples que dá voltas para que possamos passear no ritmo, contrabaixo e percussão. Nessa sessão estávamos apenas eu e Jorge Solovera (engenheiro de gravação e produtor do álbum).

Utilizamos dois microfones para captar o som do baixo acústico. Um perto da “boca f” e outro mais perto do braço. Depois do baixo, passamos para os violões, da mesma música. Utilizei dois violões com cordas de aço, um para fazer as melodias, frases e dobras, e um outro para as bases. Depois gravei os violões de uma cúmbia. Essa música foi a última a ser composta no disco e surgiu a partir de uma conversa com Jorge Solovera, que ao ouvir os temas da pré-produção, sugeriu que seria ótimo se tivéssemos uma cúmbia no disco. Fiquei com aquilo na cabeça e compus o tema dirigindo pra casa. Pronto, agora tínhamos a cúmbia!

A próxima que gravei foi um bolero intitulado “Nocturna Canción”.  É a música mais antiga do disco. Originalmente tinha sido composta para os Retrofoguetes para as gravações do  “Chachachá” e o ritmo dela era outro. Apresentei ela a banda e todos gostaram, mas acabamos não tocando e a canção não entrou no disco. É um tema que me era recorrente, com uma melodia que eu gostava bastante. Sempre lembrava dessa música, achava que ela tinha um “quê” de especial. Então, encontrei uma oportunidade de encaixá-la no “Efecto Vertigo”. Depois de gravar os violões, gravei um baixo elétrico nela.

Finalizamos nosso segundo dia fechando três temas.

CH Straatmann – Efecto Vertigo (Gravações) #1

Hoje iniciaram-se as gravações do meu primeiro projeto solo, “Efecto Vertigo”.
Começamos gravando as percussões de três temas.  Montamos o set de percussão de Rudson Daniel e  gravamos primeiro congas, depois bongô, timbales, guiro, campanas. Colocamos alguns microfones à distância, para aproveitarmos melhor a ambiência da sala e conseguir um som bem característico para o tipo de música que estamos fazendo, tudo sob os cuidados atentos de Jorge Solovera. No final gravei o baixo para uma Cúmbia. Feliz com os resultados que alcançamos hoje!
Abaixo um pouco do que foi o nosso primeiro dia.
Abraços, CH.